sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Preciso de ti...

Que meu coração não se volte para o mal.

Que em todos os momentos eu esteja ao teu lado. Ah, que eu não me distancie de ti.

Que eu reconheça, em todos os minutos, que eu não sei viver sem ti.

Não vale a pena existir distante de ti. Não posso seguir sem ti.

Que eu não caia na rede dos traiçoeiros, mas que eu me amarre a ti.

Que eu não siga a multidão dos infelizes, desolados, sem sentido.

Que não seja apenas uma emoção.

Que não seja apenas ciência, esoterismo, experiência espiritual momentânea.

Preciso de ti, como meu pai, meu amigo, meu orientador.

Preciso de ti como o centro de tudo. Tu no centro. Apenas!

Que eu não esqueça que tu não te esqueces.

Que eu não faça nada sem ti.

Que eu simplesmente não sei viver de outro jeito. Que eu não sei viver sem ti.

Meu Deus, me perdoa. Preciso de ti. Não posso viver distante. Não vale a pena existir.

Mais que o ar que eu respiro, preciso de Ti!!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E em tudo dai graças!

Não há algumas pessoas em nosso círculo a quem naturalmente recorremos em tempos de provação e tristeza? Elas parecem sempre falar a palavra certa, dar exatamente o conselho que estávamos desejando ouvir. No entanto, não sabemos o preço que elas tiveram de pagar para se tornarem assim tão hábeis em atar feridas abertas e secar lágrimas. Se fôssemos investigar sua história passada, descobriríamos que elas sofreram mais que a maioria das pessoas. Viram esperanças se apagarem devagar. Viram alegrias se desmoronarem a seus pés. Viram marés vazarem de repente, frutos caírem temporões, e o sol se pôr ao meio-dia. Lettie Cowman – Mananciais no Deserto

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Independência ou morte!


Independência Emocional

Sandra Maia*/Especial para BR Press

(BR Press) - Incrível! Está tudo bem, você dominando a situação, só, feliz, inteiro, sem dívidas, sem culpas, sem qualquer outro no coração ou na cabeça - livre, desocupado, disponível e, mais que tudo, absolutamente feliz! Pronto para começar uma nova relação e certo de que isso não faz a menor diferença para seu estado de espírito.

Você finalmente está auto-suficiente sem ser egoísta. Continua se amando, amando os outros, mas deixou esvaziar aquela sensação enlouquecida de necessitar do outro para respirar. Pode, por isso, analisar incluir ou não uma relação na sua vida. Pode escolher: entrar ou não em um relacionamento saudável. Pode decidir por manter tudo como está ou recomeçar a amar.

Trabalho
Agora você está na melhor das situações, embora muitos a seu lado ainda não possam alcançar o estado em que chegou! Chegar aqui dá trabalho? Sim, um trabalhão danado. Demanda trabalhar a auto-estima, mudar o foco e deixar para lá a função insana de se ocupar com o outro. É importante mudar de lado e assumir a si mesmo. Abrir mão da dependência emocional, evoluir.

Não é mesmo simples e muito menos rápido, mas é possível. Estar só não por medo, mas por opção! Até porque, o fato de ter feito escolhas erradas, simplesmente não pode condená-lo a continuar errando e a única forma de sair desse círculo é compreender que sim, você errou, escolheu o pior e se deixou iludir. Mas passa! Dói, mas crescer dói, olhar para os erros é dolorido, compreender o que nos faz manter um comportamento doente, vicioso, o que nos faz viver uma vida é um temor. Mas, fazer o quê? Se esse é o remédio, que assim seja! Vamos olhar para trás e poder andar para frente! Vamos trabalhar o emocional.

Amadurecer
Então, depois de tudo entendido, depois de um bom período na terapia, na análise, na auto-descoberta, está tudo bem. Sem os véus é possível viver. Viver de forma diferente. No aqui, agora, para escolher melhor com base em todo o aprendizado adquirido.

Exercer esse poder de escolha é mesmo o máximo! E faz tão bem, que eu realmente recomendo deixar de lado o que não serve e focar no que faz bem! Esse é mesmo o melhor dos mundos. E, para tal, não há mágica. É preciso deixar de lado tudo o que for piloto automático, conforto desconfortável, acomodação. É necessário usar a força e a coragem - que pode estar escondida por anos de submissão. É preciso pegar a vida com as próprias mãos. Não se deixar levar - ao contrário, definir os caminhos, as diretrizes a forma como quer chegar do outro lado. Plantar o bom para colher beleza, verdade, bondade. Respirar e inspirar. Viver porque é bom. Porque podemos mais.

Sonhos
Tudo isso pede auto-conhecimento, recuperação da auto-estima e, um toque de desapego. Desapego da dor, do sofrimento, de tudo o que não é coerente com as nossas novas escolhas. Com nossos sonhos. Sim, sonhos.

Para estar totalmente de bem, precisamos relembrar nossos sonhos. Trazer de volta uma a um - viver a que viemos, ou seja, brilhar. Por isso, quando está tudo bem podemos sempre celebrar! Festejar, a vida, as datas importantes, o momento. Escolhas, sempre escolhas!

Sandra Maia é autora dos livros: Eu Faço Tudo por Você - Histórias e relacionamentos co-dependentes e Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno. Fale com ela no e-mail smaia@brpress.net

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O segredo

"Milhares de pessoas começam um projeto cheias de empolgação. Sonham alto, começam motivadas, sabem o que querem, no entanto, logo desistem. Abandonam os sonhos aos primeiros sinais de dificuldade. Em vez da alegria da conquista, sobra-lhes o amargor da frustração.

Ao longo de muitos anos, convivendo de perto com o cotidiano de pessoas cuja história de vida é marcada por uma forte sensação do fracasso e de arrependimento tardio, percebo que há experiências comuns a todas elas, não obstante as diferenças. Essas experiências podem ser definidas por duas palavras: desistência e frustração. São pessoas com pouca força interior, fragilizadas dentro de si pela carência da energia espiritual que potencializa combustíveis vitais como a fé, a esperança e o otimismo; combustíveis que impulsionam os movimentos para além dos obstáculos.

Se a palavra desistir é comum aos que convivem com a frustração, outra palavra permeia a história dos vencedores: a perseverança. Não existe conquistas que não tenham sido resultado de muita lutam, força de vontade e foco!

Perseverar é não desistir. É acreditar no amanhã, mas não de forma romântica. Nada nos é dado gratuitamente. O amanhã, no qual devemos acreditar, é construído em nós de esperança em esperança, de fé em fé, dia após dia, luta após luta, mas persistentemente, como alguém que sabe claramente aonde quer chegar e, por isso mesmo, sabe que vai chegar. Não existem barreiras invencíveis para os que têm grandes sonhos.

Em contrapartida, desistir é assumir a condição de perdedor. A desistência é a saída dos fracassados, dos que não têm Deus. Jesus afirmou: Aquele que perseverar até o fim será salvo (Mateus 24.13). Perseverar até o fim significa não ter desistir jamais, ser fiel aos seus ideiais, encher o coração de força motivadora, otimismo, vontade plena de viver, acreditar em si e nos seus sonhos. É não perder de vista a luz no fim do túnel. É enxergar com o olhos da fé, e transcender os limites do circunstancial.

O que fazer para superar as forças que tentam obstruir nossa luta? Primeiro, exercitar a fé em Deus. Esse poder é maior que nossas fragilidades. Em seguida, desenvolver um espírito combativo, com a ajuda de três forças interiores: os sonhos, a fé e a esperança. Lutar até o fim!

Não se esqueça: o que importa não é como começamos, mas como chegamos ao final. O segredo é não desistir jamais. Lutar, lutar e lutar! O pranto pode perdurar por toda a noite, mas com certeza surgirá uma manhã cheia de alegria. Ninguém contempla a alvorada sem que suporte o frio e o silêncio das madrugadas.

A vitória tem um segredo, e muitos o conhecem: confiar em Deus e jamais desistir! Lembre-se: se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8.31)"

Pr. Estevam Fernandes de Oliveira

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Aquela da semeadura...


E eu já escrevi que sempre há a parcela do imponderável em tudo. E em minha vida eu percebo a evidência disso. Em todos os aspectos, nada fica apenas de acordo com as minhas possibilidades. Há sempre a zona cinzenta em que não posso fazer nada. Na sua também é assim. Na de todos. Temos um limite até onde podemos ir. E irmos até ele ou não é o que diferencia os que agem e os pequenos inertes.

A crença do ‘não andeis ansiosos por coisa alguma’ está exatamente dentro daquilo que agimos na medida do que nos é dado a agir. Exemplo prático na minha vida: concurso... estudando dentro das possibilidades que eu tenho, estou fazendo a minha parte dentro do universo limitado que Deus me deu. Mas saber se me sairei bem numa prova é a parcela imponderável disso tudo. E ela pode ser de 50% ou de apenas 1%, a depender do quanto que Deus quer que confiemos em sua ação. A verdade de tudo é que tudo está nas mãos dele. Mas ele nos permite agir dentro desses limites, porque ele não é besta de entregar tudo de mão beijada e, como já falei, ele nos cobra um agir para fazer valer.

Mas olhem, a fé não está apenas na parte em que não podemos agir. Não. Aí é onde reside a fé sobrenatural de crer na intervenção de Deus e no seu querer para aquele específico fato de nossas vidas (querer que passemos ou não naquele específico exame). Mas há também a fé da confiança no que fazemos e que Deus está nos dando os meios de fazê-lo. Sim, porque só fazemos porque ele nos permite fazer. Afinal, ele também impede muita coisa. Essa é a fé em Deus como o amigo e companheiro de todas as horas, o Deus de perto. O que é inadmissível é a inação.

Pensar que Deus está longe lá no céu e vai mandar as chuvinhas dele é uma coisa, mas preparar o arado, plantar... é outra... E exige-se fé para crer que o plantio vai dar certo. Que ele vai ajudar na labuta diária do preparo da terra e na parcela imponderável de mandar a chuva. Portanto... preparemos a nossa terra e andemos... que as chuvas ele manda na hora certa... Isso manda!

E aí eu digo, tenham a certeza de que tudo na vida da gente passa por esses limites: o que a gente pode fazer e o que só Deus faz. TUDO. E é bom crer nisso. Melhor ainda é ter consciência disso diante das coisas que estão acontecendo no momento com a gente. Para que assim, seja possível aumentar a fé. E ter a certeza de que o operar dele dentro da parcela do que é impossível para a gente, é quando se extrai aquilo que ele tem como a mais pura vontade dele. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele... e o mais ele fará. O mais é dele. No mais ele lhe mandará para onde ele quiser. No mais o agir dele é a perfeição. No mais invista a fé sobrenatural de que ele tem o melhor. No mais ele tudo fará.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aquela do diário...

TRECHOS DO DIÁRIO DE UM CACHORRO

8:00 Oba, ração – gosto muito disso.

9:30 Oba, um passeio de carro – gosto muito disso

9:40 Oba, uma caminhada – gosto muito disso

10:30 Oba, outro passeio de carro – gosto muito disso

11:30 Oba, mais ração – gosto muito disso

12:00 Oba, as crianças – gosto muito disso

13:00 Oba, o quintal – gosto muito disso

16:00 Oba, as crianças novamente – gosto muito disso

17:00 Oba,ração de novo – gosto muito disso

17:30 Oba, mamãe – gosto muito disso

18:00 Oba, apanhar a bola – gosto muito disso

20:30 Oba, dormir na cama quentinha do meu dono – gosto muito disso

TRECHOS DO DIÁRIO DE UM GATO

Dia 283 no cativeiro. Meus seqüestradores insistem em zombar de mim balançando uns objetos pequenos e estranhos. Enquanto eles comem carne fresca, sou forçado a comer cereais secos. Só agüento isso por causa da esperança em escapar e da leve satisfação que tenho ao destruir alguns móveis. Amanhã, provavelmente, comerei outra planta da casa. Planejei matar meus seqüestradores de manhã ao me enroscar por entre os pés deles enquanto andavam. Quase consegui. Talvez eu deva tentar isso no topo da escada. Em uma tentativa de enojar e de causar repulsa nesses vis opressores, induzi, novamente vômito na cadeira favorita deles. Acho que devo tentar isso na cama deles. Para mostrar minha índole diabólica, decapitei um camundongo e coloquei o corpo, sem cabeça, no chão da cozinha. Eles bateram palmas e me incentivaram, acariciando a minha cabeça e chamando-me de ‘gatinho valente’. Hum – isso não estava de acordo com o plano. Durante uma reunião com seus cúmplices, eles me confinaram em uma solitária. Consegui ouvir que fora preso por causa do poder de causa alergias. Devo aprender o que isso quer dizer e usar essa arma a meu favor.

Estou convencido de que os outros cativos da casa estão com eles, talvez sejam informantes. O cachorro, muitas vezes é solo e parece ingenuamente feliz quando volta. Ele, com certeza, não é muito inteligente. O pássaro fala com regularidade com os humanos e aposto que é um informante. Estou certo de que ele relata cada minuto da minha vida para eles. Por causa do seu atual confinamento em uma gaiola de metal, sua segurança está garantida, mas eu posso esperar. É só uma questão de tempo.

O dia de um cachorro. O dia de um gato. Um feliz, o outro apenas aturando. Um na paz, outro na guerra. Um agradecido, o outro rabugento. A mesma casa. As mesmas circunstâncias. O mesmo dono. Ainda assim duas atitudes completamente diferentes.

Qual diário se parece mais com o seu? Se os seus pensamentos mais íntimos fossem expostos, com que freqüência as palavras: “Oba, gosto muito disso”, apareceriam ali?

De Max Lucado, em Todo dia é um dia especial

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aquele da autoajuda...


Roubei essa foto do MEME... É incrivelmente linda. Tem horas nessa pequena vida que a gente só precisa disso mesmo: uma rajada de vento na cara, trazendo um milhão de folhas secas, um milhão de sorrisos...

Li a reportagem que a Veja dessa semana publicou a respeito do grande mercado que é o de livros de autoajuda. Sim. Vi que Max Lucado e o Padre Fábio de Melo foram incluídos como autores de autoajuda. É pode ser. Se autoajuda é escrever sobre o bem que nós podemos fazer a nós mesmos buscando uma razão maior para existirmos, está valendo. Só não gosto daqueles manuais de autoajuda entendiantes e cheio de generalidades... como, o único que li um pedaço: 'mulheres são de vênus e homens são de marte' (ou é o contrário.. sei lá)... Acho pura babaquice descrever as pessoas como seres que se comportam como uma manada de porcos do mato. Nan... Agora, a busca pela espiritualidade e o consolo da alma, tá valendo. Aliás, a própria reportagem fala que esse tema não é atual. Isso é óbvio, e é lógico que essa que vos escreve já sabia. Senão não haveria Sêneca, nem Sartre... ora... afinal, qualquer autor que se preze, passa um pouco pelas questões metafísicas do ser... ora, Platão inventou essa história e o mundo ficou como está: cada um a procurar a sua felicidade... Mas a questão é que o filão mercadológico que essas mensagens abriu, fez com que os autores se especializassem em escrever sobre esses temas de forma direta e de uma forma meio que de aconselhamento e não de mero questionamento interior... Daí é perguntar se serve. Bom, pra mim tem servido. E olhem que nem leio muito essas coisas de autoajuda - só Max e um livro do Padre Fábio. Leio muitos textos baseados em reflexões da Bíblia. Que alguns podem considerar autoajuda, mas como o pastor Estevam Fernandes costuma dizer: prefiro cataloga-los como ajuda do Alto (incluo Max Lucado). Bom, seja lá o que for, livros de inspiração servem para nos impulsionar a dar uma guinada na alma. Vez por outra, é neles que encontramos uma palavra de encorajamento, consolo mesmo... E isso é válido, para uma sociedade, como a matéria 'vejiana' descreveu: que perdeu seu referencial de família e pequena comunidade e nos inseriu num todo despersonalizado e despersonificado. Sem as referências de aconselhamento de pais, avós, amigos mais chegados, acabamos nos apegando à mensagem que um autor nos passa. Melhor? Bom, os conselhos devem tender a ser mais científicos, pois partem de suspostos especialistas, mas não sei se são os melhores para cada indivíduo, pois os autores costumam se pautar em generalidades ou em abstrações... Mas, aí é que está. Uma coisa tem de levar à outra. Não é se fixar apenas no que o livro diz. Nem apenas no que uma pessoa diz. Mas se abrir a um debate entre o que se leu e o que se conversa. Uma coisa não pode excluir a outra, pelo contrário, para que se utilize ao máximo do que cada um pode contribuir para o crescimento pessoal, é preciso confrontar as duas vertentes de aconselhamento: o pessoal e o do livro... e, em especial, mais que qualquer coisa, incluir a reflexão em cada coisa. Nenhuma palavra de quem quer que seja - um amigo, parente, psicólogo, autor de livro - pode entrar em seu coração sem passar pela reflexão pessoal. E só ela é capaz de perceber que sim, em qualquer coisa está sempre imerso uma mensagem existencialista, afinal, somos todos existências e cabe a cada um pensar um pouquinho na sua... Charlie Schulz o fez em Charlie Brown... e até Kevin S. Bright fez em Friends... é a vida e não precisamos estratificá-la... É simplesmente viver e refletir todos os dias e nunca nos esquecermos que em lugar nenhum existe a chave da felicidade ou a solução para os nossos problemas... Apenas em Deus e no que ele planta dentro de nós... Sua verdade, que liberta, dá vida e esperança.